Quem olha a decoração pronta na fachada do Condomínio Conjunto Nacional, na Av. Paulista, não tem a idéia do trabalho que dá e o tempo que leva.
Esse ano, eu, Érica Sena, tive a oportunidade de acompanhar todo esse processo, desde a escolha de garrafas pet ideais limpas e cortadas, e cds usados em bom estado, até a preparação das peças no galpão da Cooperaacs e por útimo no terraço do Conjunto Nacional na semana passada.
Foram meses de trabalho!! Acompanhe os melhores momentos...
1- A escolha das pets e seu corte
Triagem e corte das garrafas pets na Cooperativa de Reciclagem Crescer ( parceira)
2- No galpão da Cooperaacs...
Triagem das pets, corte e montagem das mantas verdes
Moldura revestida de Cds usados
3- Montagem no Cond. Conjunto Nacional
4- Decoração pronta, mas ainda apagada!
Ficha técnica
40.000 fundos de pet cortados verdes;
6 000 garrafas de pet- flores vermelhas;
600 kg de cd ( cerca de 39 600 cds)
Criação e Direção de Arte:Silvio Galvão Mestre artesão: Sandro Rodrigues Execução: Cooperaacs
Agora só falta ser acesa!!!!!
Meses de trabalho.... mas valeu a pena, não valeu?
Adorei ter participado!!!!
Parabéns a todos da Cooperaacs que participaram da montagem, em especial ao Mestre de Criação Sandro Rodrigues!!!
40.000 fundos de pet cortados e pintados de verde;
6 000 garrafas de pet- flores vermelhas;
600 kg de cd ( cerca de 39 600 cds)
Criação e Direção de Arte:Silvio Galvão Mestre artesão: Sandro Rodrigues Execução: Cooperaacs
A decoração da fachada externa, iluminada a partir das 19 horas, remete a uma caixa adornada com um grande laço elaborado com 46 mil garrafas pet e 40 mil CDs, que dão um brilho especial neste Natal. ( CCN)
O carnaval é uma época de diversão e alegria, mas também de consumo exagerado. O feriado, as viagens e as festas acabam representando um gasto maior de combustível, de eletricidade, de fantasias, de bebidas.
Na quarta-feira de cinzas, tudo isso deixa um monte de resíduos e uma conta ambiental a ser paga pelo planeta. Diante disso, o Conjunto Nacional realiza obras confeccionadas com materiais recicláveis para chamar a atenção da população. É importante que todos aproveitem o carnaval sem descuidar da consciência ambiental e social.
Máscaras de Carnaval 2007
Material Utilizado
70 quilos de resina;
400 Cds;
120 metros de telas plásticas;
150 metros de barras de ferro;
7 quilos de lantejoulas;
500 garrafas pet de 250ml;
70 metros de cordas diversas usadas para acabamento;
Sobras de plástico bolha e telas de construção.
Lixo que se transforma em arte, pessoas que se transformam no trabalho criativo: experiência pioneira na Avenida Paulista
Projeto baseado em três fundamentos:
Ecológico (utilização de materiais recicláveis)
Artístico (concepção da decoração natalina baseada na cultura brasileira)
Social (participação da comunidade na confecção dos artefatos)
A implantação do programa de coleta seletiva no Conjunto Nacional, em 1992, deu início a um processo de transformação do lixo em arte e geração de renda, com a criação do Natal Nacional, em 1999.
O edifício ostenta, em sua fachada e galerias, uma inovadora decoração natalina elaborada com materiais recicláveis e reutilizáveis. As peças decorativas são confeccionadas a partir de componentes separados do lixo gerado pelo próprio edifício, que é um dos maiores pontos de arrecadação de recicláveis do país.
O projeto é totalmente baseado nas tradições brasileiras, com personagens do nosso folclore e do imaginário religioso ganhando vida na fachada e na galeria do edifício, além de ter uma função sociocultural, contando com a participação de cooperativas e entidades assistenciais. Com isso, o lixo é transformado em arte pelas mãos habilidosas de artistas profissionais e moradores de comunidades carentes.
O Natal Nacional é uma forma de recriar a cultura da população que, ao ver materiais recicláveis enfeitando um dos cartões postais de São Paulo, também começa a reconstruir seus conceitos sobre uma sociedade mais sustentável, solidária e limpa.
Esta matéria feita para o Programa Globo Repórter em 2007, e fala sobre o programa de Coleta Seletiva feita no Condomínio Conjunto Nacional localizado na Av Paulista.
É sempre bom ver de novo o trabalho de Sandro Rodrigues e toda equipe da Cooperaacs e do cenógrafo Sivio Galvão!!
De acordo com o síndico, Reolando Filho, antes da implantação da coleta seletiva no seu condomínio, cerca de 800 sacos eram usados mensalmente, agora eles usam apenas 400. “O lixo já fica separado, a gente tira do cesto e põe direto no contêiner”, explica Edvaldo Ribeiro, auxiliar de limpeza.
Sobre a implantação da coleta, Reolando diz: “Nós ingressamos no programa da Prefeitura. Os condôminos é que fazem a seleção, eles mesmos que separam e depositam no recipiente próprio”.Para o síndico a coleta seletiva deu certo. Além de colaborar com o planeta, reduziu os gastos no condomínio.
A especialista em coleta seletiva, Estelita Barreto da ONG Cooperaacs, explica porque é importante que os condomínios façam parte desta iniciativa:
“É uma nova consciência que nós temos. O mundo felizmente está mudando e está abrindo os olhos para os problemas que estão acontecendo na natureza, em todos os sentidos, desde a nova casa, do condomínio onde a gente mora e o local onde a gente trabalha. É imprescindível que a gente tenha essa preocupação com a separação dos resíduos”.
A exposição alusiva ao romance "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, foi inaugurada no Condomínio Conjunto Nacional em julho/2005, como parte dos festejos do IV Centenário da primeira publicação dessa obra, uma das mais importantes da literatura universal.
Trata-se de esculturas de Dom Quixote, Sancho Pança e Cavalo Rocinante feitas com material reciclável, que permite uma aproximação dos visitantes com esse imprescindível texto, motivando neles sua leitura.
Foto: Érica Sena- 2009
O objetivo maior é mostrar o sonho quixotesco de José Tjurs em transformar a Avenida Paulista dos anos 50 na 5ª Avenida de Nova York.
“Este sonho foi concretizado pelo projeto de David Libeskind que resultou no Conjunto Nacional. Sonho e realização diária para todos que aqui vivem e trabalham. Espaço povoado por milhares de Quixotes e Sanchos que aqui deixam as marcas do seu caminho. O ideal perseguido, as lutas diárias, os objetivos alcançados com esperança e trabalho. Quixote e Sancho unidos naqueles que constroem e transformam com ousadia, realidade e humor”, ressalta Vilma Peramezza, idealizadora do projeto.
A ousadia da transformação ficou a cargo de Silvio Galvão, responsável pela criação e construção do Quixote e Sancho com uma equipe de doze artistas. Sandro Rodrigues, presidente da Cooperaacs, foi o responsável pela idealização do cavalo e montagem das esculturas, com uma equipe de dez artesãos.
As obras ficaram por quase um ano expostas no Conjunto Nacional e depois foram viajar para outros estados. Bem ao estilo Dom Quixote. Lugares onde a obra ficou exposta 2005 - Condomínio Conjunto Nacional 2006 - “1º Festival da Loucura”, em Barbacena (MG) - Feira de Ações Sociais, em Barra Mansa (RJ) - Exposição, em Penedo (RJ) - Teatro Municipal de Mauá 2008
- “3º Festival da Loucura”, em Barbacena (MG)
- "Centro Cultural Ataliba Barrocas", em Cordeirópolis (SP) 2009
- Condomínio Conjunto Nacional (1/6 a 12/8)
- "34ª Semana de Portinari", em Brodowski (Sp)
Materiais Utilizados DOM QUIXOTE 2.000 latinhas de coca-cola 2.000 lacres de latinha 30 quilos de papel
Sobras de isopor
SANCHO PANÇA
4.000 tampinhas de garrafa de cerveja 10 quilos de retalhos de pano 120 câmaras de bicicleta 30 quilos de papel Sobras de isopor
CAVALO ROCINANTE
200 metros de barras e sucatas de ferro 150 quilos de plástico duro e sucatas diversas 3.000 lacres de plástico para fixação das peças Pente, escovas, brinquedos, manequim, liquidificador, vassouras, relógio, óculos, medalha, pincel, lanterna, filtro, teclado de computador, calota, chapéu, cabo de guitarra, bomba de descarga, ferro de passar etc. Fonte: www.ccn.com.br/dom_quixote.php
Assistam a este vídeo !!!
Idealização - Conjunto Nacional Criação - Silvio Galvão Mestre Artesão - Sandro Rodrigues Execução - Cooperaacs